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Postado julho 16th, 2009

ESPLENDOR DA NATUREZA

 

ESPLENDOR DA NATUREZA

                                                                                    

 

 

                                      São inúmeras as maneiras com que a natureza contempla nosso cotidiano, por vezes, monótono, vazio, corriqueiro, sem muitas novidades. Dentre elas destacamos a migração de milhares de andorinhas, oriundas do Hemisfério Norte, moradoras do Canadá e EUA, e que no período da primavera e verão, migram para o Hemisfério Sul, atravessando a América Central, oceanos, cordilheiras, mares, percorrendo aproximadamente 15 mil quilômetros até chegar aqui no Brasil.

                                               Estas aves da Família Hirundinidae, vêem até nosso país em busca de alimento, fugindo do rigoroso inverno de seu país de origem, almejando através deste imenso esforço, garantir sua própria sobrevivência, chegando a formar uma população de 50 a 100 mil aves, justamente no período em que há a maior proliferação de insetos (moscas, mosquitos, pernilongos, vaquinhas de feijão, entre outros) que são parte do seu cardápio. Todavia as mesmas contribuem significativamente para o controle biológico de pragas, já que, cada ave pode consumir em torno de centenas a milhares de insetos num único dia, que encontram nos campos, num raio de 30 a 40 quilômetros do local onde adotaram como refúgio.

                                               Preferencialmente, fazem sua morada temporária em árvores frondosas (seringueiras, figueiras, etc.) localizadas em nossas praças, e nos proporcionam um verdadeiro espetáculo todas às manhãs, quando saem em busca de alimento e ao entardecer quando retornam dos campos, por alguns minutos voam harmônica e sincronizadamente, como a realização de uma coreografia onde milhares de aves bailam no ar em perfeita sintonia, e de repente se aglutinam descendo em alta velocidade até a copa das árvores onde irão descansar.

                                               Somente a mãe natureza pode nos proporcionar estes momentos de esplendor, corroborando a simbiose entre o instinto animal e a diversidade de nossa flora, nos surpreendendo com tamanha beleza, afinal estas aves segundo alguns cientistas percorrem estes 15 mil quilômetros em apenas 13 dias de viagem, para nos presentearem com sua breve estadia em nosso país.

 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

Médico Veterinário

Membro da Associação Ambientalista de Marília

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ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE CAETETUS

 

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE CAETETUS

 

 

 

 

                                               Muitas vezes deixamos de reconhecer a valia das belezas e riquezas naturais de nossa própria região, pelo simples fato de não as conhecermos, ou seja, sequer imaginamos o quão rica, e valorosa são nossas matas, rios, cachoeiras, e a quantidade de locais de inigualável beleza para serem racionalmente explorados e preservados.

                                               Dentre estes patrimônios naturais de nossa vasta região, destaca-se a Estação Ecológica de Caetetus, localizada entre os Municípios de Gália e Alvinlândia, cuja criação se deu através do Decreto 26.718 de 02/06/1987, distando aproximadamente 51 quilômetros de Marília, considerada a segunda maior reserva do Estado de São Paulo. Com cerca de aproximadamente 2.200 hectares de mata nativa, banhada pelos córregos, Comprido, Barreiro e da Lagoa, formadores do Rio São João, que por sua vez deságua no Paranapanema, predominando nesta Unidade de Proteção Integral o bioma Mata Atlântica. Um local muito agradável para se conhecer, dispondo de museu, local para ministração de palestras, trilhas no interior da mata, cachoeiras e lagos naturais e contato direto com a natureza e os animais no seu estado selvagem.

                                               Seria fundamental, que as pessoas conhecem e desfrutassem da biodiversidade existente nesta Estação, principalmente pelas espécies vegetais e animais que a mesma alberga, sendo encontrado centenas de espécies de passeriformes, dentre eles sabiás, azulões, canários da terra, maritacas, papagaios, tucanos, aves de rapina, como os gaviões, corujas, também de mamíferos como a anta, capivara, pacas, cutias, animais carnívoros como onça parda, cachorro e gato do mato, e dentre os primatas, o mico-leão-de-cara-preta, sagüis, entre tantos outros de inestimável valor para a sustentabilidade da reserva.

                                               Portanto, é mais do que necessário o comprometimento da sociedade, dos educadores, dos alunos, dos pesquisadores e de todos aqueles que apreciam conhecer os segredos e curiosidades existentes na floresta, pois nos engrandecem como seres humanos e nos proporcionam adquirir conceitos preciosos para respeitar e defender a natureza na sua essência.

 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

Médico Veterinário

Membro da Associação Ambientalista de Marília

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A CONTRIBUIÇÃO DOS EQUINOS NA HIPOTERAPIA

 

A CONTRIBUIÇÃO DOS EQUINOS NA HIPOTERAPIA

                                                                                               

                                               Certamente a inter-relação entre o ser humano e os eqüinos data de longa data, e podemos dizer que o homem deve em grande parte aos eqüinos e muares os progressos hoje conquistados. Afinal, desde o período do descobrimento, ao desbravar este imenso território estes animais foram ferramentas cruciais para vencer os sucessivos obstáculos que as intempéries naturais proporcionavam.

                                               Há milhares de anos que estes animais desempenham as mais variadas atividades, como meio de transporte, tração, na guerra, no adestramento, no esporte, e agora assume posição de destaque como instrumento na área da saúde. Proporcionando uma conduta terapêutica imprescindível a reabilitação de portadores de deficiência desde Hipócrates (450 a.c.).

                                               Contudo após a II grande Guerra Mundial, este segmento foi impulsionado principalmente na Europa e América do Norte, e o cavalo tornou-se um grande aliado na prática da hipoterapia, contribuindo sobremaneira para a educação, reeducação e reabilitação de pessoas portadoras de necessidades especiais, através do advento de atividades terapêuticas, lúdicas e esportivas.

                                               Principalmente por trabalhar-se ao ar livre, e devido ao contato direto com e sobre o cavalo, estimulam-se as funções cognitivas, sensoriais, motoras, sociais e emocionais, proporcionando equilíbrio, normalização do tônus e percepção do próprio corpo, despertando o interesse pelo mundo. Através de um contato amplo e direto com o animal o indivíduo é trabalhado na sua totalidade, estabelecendo um convívio com o animal e social (terapeutas, familiares, tratadores, demais pacientes, etc.).

                                               O andar a cavalo requer o uso de ambos hemisférios cerebrais (montar simetricamente), devido a interferência dos movimentos tridimensionais e multi-direcionais inconscientes sobre os dois lados do corpo agindo nas ações corporais, permitindo uma rica oportunidade de consciência e conhecimento corporal, bem como a valorização do mesmo e suas potencialidades. O cavalo por si só representa a força, o poder, a liberdade e a virilidade, que todos nós seres humanos sempre sonhamos em ter.

                                               Portanto, como é maravilhoso a conquista e a superação no que diz respeito a área médica, através da contribuição e dos benefícios oriundos do cavalo e das suas ilimitadas qualidades e atividades desempenhadas em prol do ser humano. 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

Médico Veterinário

Membro da Associação Ambientalista de Marília

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CLUBE DOS MULADEIROS RUMO A SANTO EXPEDITO

 

CLUBE DOS MULADEIROS RUMO A SANTO EXPEDITO

 

                                               Dentre os inúmeros eventos e atividades desenvolvidas pelo Clube dos Muladeiros de Marília, merece destaque ressaltar a última cavalgada realizada pelos integrantes do mesmo, que teve como ponto de partida o Município de Marília, seguindo com destino à Santo Expedido, Cidade localizada na Região de Presidente Prudente. Esta longa jornada teve início no dia 11/04/09, onde a comitiva previamente programou todo o itinerário, através da quilometragem das estradas de rodagem e vicinais, bem como os pontos de pousada, para descanso dos muladeiros e da tropa, totalizando em média 250 km montados, com previsão de chegada no dia 19/04/09.

                                               Trata-se de uma idealização antiga do Clube, que somente agora pode ser realizada, justamente depois de anos de existência e atividades desenvolvidas em todas as cidades circunvizinhas, prestigiando as festas de peões, cavalgadas rurais e a integração que envolve todo o tropeirismo. Afinal, a tônica do Clube sempre esteve pautada pelo resgate das tradições do meio ruralista, ênfase aos burros e mulas responsáveis diretos pelo progresso e desbravamento das inúmeras regiões deste imenso país.

                                               Todavia, mais do que resgatar nos dias atuais o que outrora fora vivenciando por nossos antecessores, é poder desfrutar do prazer de realizar uma cavalgada de nove dias por lugares inusitados, ressaltando a beleza e a grandiosidade de nosso país, percorrendo cidades cada qual com suas características peculiares, arraigadas pela sua cultura, seu povo, seu comércio, mas, sobretudo pela hospitalidade e pela amizade, que indistintamente foi sendo cultivada e alicerçada nesta jornada acolhedora e repleta de estórias.

                                               Portanto, não poderíamos deixar de enfatizar esta realização mescla de cultura, tradição, companheirismo, e sem sombra de dúvidas de manifestação de fé, manifestada através da proteção divina, que culminou com a benção defronte a igreja, em torno de dois mil cavaleiros nesta romaria de destaque no cenário nacional.  

 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

Médico Veterinário

Membro da Associação Ambientalista de Marília

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MARÍLIA, SEUS CÓRREGOS E ITAMBÉS

 

 

MARÍLIA, SEUS CÓRREGOS E ITAMBÉS

 

                                                                                   Há muitos motivos para orgulharmo-nos de nossa cidade, afinal geograficamente possui uma localização privilegiada, servindo de escoadouro da produção agrícola e industrial. Considerada símbolo de amor e liberdade, retrata fidedignamente as características de uma cidade acolhedora, harmoniosa, de povo hospitaleiro, tranquila e de economia pujante.

                                                                                  Mas, é no cenário ambiental que a cidade demonstra todo o seu potencial, ao destacar a majestosa exuberância de sua flora, ao envolver delicadamente todo o seu entorno. Refletindo uma paisagem belíssima de escarpas, popularmente denominadas itambés, espalhadas por um planalto o qual obteve sua formação através de alternâncias climáticas ocorridas a milhares de anos, no período Quaternário.

                                                                                  Vislumbram aos nossos olhos camadas sedimentares horizontais que correspondem a chapadões, compondo um relevo magnífico através de um espigão divisor de águas das Bacias Hidrográficas do Rio do Peixe e a do Rio Aguapeí, interligado a topos secundários de menor extensão. Sendo este relevo de fundamental importância como zona dispersora de drenagem. Afinal, os córregos que nascem nas cabeceiras dos espigões fluem nas mais diversas direções, recortando a malha urbana.

                                                                                   A cidade por sua vez, na sua grande maioria, não possui cursos d´água de grande extensão e porte, trata-se de córregos de pequena vazão. Muitos infelizmente encontram-se poluídos devido ao lixo e esgoto domésticos e industriais que comprometem drasticamente nossa cidade, que possui seis bacias de esgotamento, sendo elas o Córrego cascatinha, o Barbosa, do Pombo, do Ribeirão dos Índios, Palmital e Cascata.

                                                                                  Portanto, é imprescindível a valorização e perpetuação deste patrimônio natural, esculpido pela mãe natureza a milhares de anos e que clama por preservação e reconhecimento histórico pela sua importância geomorfológica, sua representatividade para a sobrevivência do meio ambiente e, sobretudo para a população mariliense.

 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

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