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Postado agosto, 2009

TURISMO RURAL

 

TURISMO RURAL

 

É intrigante a pouca ênfase que os governantes e/ou secretários ligados ao setor agropecuário tem destinado ao turismo rural em nosso país, perante a irrefutável importância do mesmo atrelado a agricultura familiar, cuja produção brasileira é responsável por 40% de tudo que é produzido no Brasil, gerando cerca de sete de cada dez ocupações no meio rural.

Compete intrinsecamente aos gestores do meio rural garantirem a inclusão dos agricultores neste cenário promissor que representa uma oportunidade de geração de renda e trabalho para as unidades agrícolas familiares, principalmente por meio da oferta de atividades ligadas à produção, ao lazer, à natureza, ao esporte, à cultura, à gastronomia e à hospedagem.

Em síntese é preciso que haja valorização dos aspectos naturais, culturais e da atividade produtiva das comunidades familiares, mas também estimular a recuperação e conservação da economia das regiões envolvidas. Afinal, são inúmeros os benefícios sociais integrados neste contexto, através da dinamização da cultura rural, da manutenção da sua identidade e autenticidade, resgatando valores, costumes e códigos, valorizando a história, a gastronomia local, as crenças, a linguagem, o patrimônio arquitetônico. E tudo isto proporcionado pelo uso racional dos recursos naturais, sua preservação e conservação, visto que tais recursos passam a ser os principais atrativos turísticos.

Contudo, para que esta realidade possa ser implementada de maneira mais abrangente nas inúmeras localidades rurais, a prática do associativismo deve e precisa estar presente neste segmento, com o intuito de melhorar o estilo de vida da classe ruralista. Para que tenham condições de mostrarem sua identidade, seu trabalho, seu modo de vida e que a sociedade urbana, tenha a oportunidade de conviver e desfrutar de um modo de viver simples, mas diferente e capaz de despertar além da curiosidade, a possibilidade de praticar atividades como pesca, cavalgadas, caminhadas, por entre cachoeiras, rios, nascentes, matas, além de apreciar compotas, doces caseiros, cachaça, garapa, geléias, licores, vinhos, queijos entre tantas outra iguarias confeccionadas de maneira artesanal.

 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

Médico Veterinário

Membro da Associação Ambientalista de Marília

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LIXO URBANO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

 

LIXO URBANO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

 

Eis uma questão que irremediavelmente aterroriza e assume cada vez mais notoriedade na mídia, a todo instante despertando a atenção da sociedade e pressionando as autoridades ambientais gestoras e do judiciário, acerca da coleta, transporte, despejo e tratamento adequado dos resíduos sólidos coletados diariamente nos milhares de municípios espalhados por este Brasil.

Quando nos referimos ao lixo, logo vem à tona, o seu destino e os dados revelam que 76% do lixo coletado no país ficam a céu aberto, ou seja, trata-se de 182.400 toneladas coletados diariamente e que não recebem o despejo e tratamentos adequados, já o restante que é enviado aos aterros controlados corresponde a 13% e aos aterros sanitários 10%, enquanto 0,9% chegam às usinas de compostagem e 0,1% aos incineradores, e uma insignificante parte é recuperada em centrais de reciclagem deste total. Isso representa uma perda por ano de R$ 4,6 bilhões de reais, dados de 1996, em relação ao não reaproveitamento do lixo que é produzido.

Todavia, em nosso município a situação não se difere muito desta nociva realidade do país, que possui em torno de 80 municípios brasileiros que realizam coleta seletiva, e em contrapartida 40% das cidades brasileiras não recebem nenhum serviço de coleta de lixo. Infelizmente, a administração de nossa cidade há décadas vem protelando o solucionamento definitivo do despejo irregular do lixo composto de materiais de toda natureza a céu aberto, sem haver licença ambiental para tal atividade, muito menos adequar-se a legislação ambiental pertinente e se enquadrar no modelo de aterro controlado. Afinal, para tanto deveria apresentar um planejamento detalhado da área, com licitação, empresa gestora responsável pelo tratamento destes resíduos, relatório de impacto ambiental, além dos investimentos necessários no local, como impermeabilização do solo, lagoas para drenagem do chorume, compactação do lixo, metodologia adequada para o tratamento do chorume, através de controle físico-químico, sistema de anaerobiose, e destino adequado do resíduo final (lôdo), além dos gases liberados na bioestalização do lixo orgânico, como biodigestores, evitando quaisquer agressões ambientais, sejam elas do solo, do ar, das águas subterrâneas e águas de superfície.

Contudo, a sociedade mariliense e todos aqueles que almejam deleitar de um ambiente salutar, aprazível e que não comprometa a sua saúde, deve e precisa se conscientizar da necessidade da coleta seletiva do lixo (resíduos sólidos), para que o mesmo seja reciclado, bem como a compostagem que nada mais é do que a decomposição da matéria orgânica para ser transformada em adubo, através do funcionamento de uma cooperativa devidamente estruturada para coletar e tratar o lixo do município, aumentando a vida útil do “aterro”, gerando emprego e renda, além de contribuir incontestavelmente com a preservação do meio ambiente.

 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

Médico Veterinário

Membro da Associação Ambientalista de Marília

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