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Postado por Ricardo Cavichioli

TURISMO RURAL

 

TURISMO RURAL

 

É intrigante a pouca ênfase que os governantes e/ou secretários ligados ao setor agropecuário tem destinado ao turismo rural em nosso país, perante a irrefutável importância do mesmo atrelado a agricultura familiar, cuja produção brasileira é responsável por 40% de tudo que é produzido no Brasil, gerando cerca de sete de cada dez ocupações no meio rural.

Compete intrinsecamente aos gestores do meio rural garantirem a inclusão dos agricultores neste cenário promissor que representa uma oportunidade de geração de renda e trabalho para as unidades agrícolas familiares, principalmente por meio da oferta de atividades ligadas à produção, ao lazer, à natureza, ao esporte, à cultura, à gastronomia e à hospedagem.

Em síntese é preciso que haja valorização dos aspectos naturais, culturais e da atividade produtiva das comunidades familiares, mas também estimular a recuperação e conservação da economia das regiões envolvidas. Afinal, são inúmeros os benefícios sociais integrados neste contexto, através da dinamização da cultura rural, da manutenção da sua identidade e autenticidade, resgatando valores, costumes e códigos, valorizando a história, a gastronomia local, as crenças, a linguagem, o patrimônio arquitetônico. E tudo isto proporcionado pelo uso racional dos recursos naturais, sua preservação e conservação, visto que tais recursos passam a ser os principais atrativos turísticos.

Contudo, para que esta realidade possa ser implementada de maneira mais abrangente nas inúmeras localidades rurais, a prática do associativismo deve e precisa estar presente neste segmento, com o intuito de melhorar o estilo de vida da classe ruralista. Para que tenham condições de mostrarem sua identidade, seu trabalho, seu modo de vida e que a sociedade urbana, tenha a oportunidade de conviver e desfrutar de um modo de viver simples, mas diferente e capaz de despertar além da curiosidade, a possibilidade de praticar atividades como pesca, cavalgadas, caminhadas, por entre cachoeiras, rios, nascentes, matas, além de apreciar compotas, doces caseiros, cachaça, garapa, geléias, licores, vinhos, queijos entre tantas outra iguarias confeccionadas de maneira artesanal.

 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

Médico Veterinário

Membro da Associação Ambientalista de Marília

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LIXO URBANO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

 

LIXO URBANO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

 

Eis uma questão que irremediavelmente aterroriza e assume cada vez mais notoriedade na mídia, a todo instante despertando a atenção da sociedade e pressionando as autoridades ambientais gestoras e do judiciário, acerca da coleta, transporte, despejo e tratamento adequado dos resíduos sólidos coletados diariamente nos milhares de municípios espalhados por este Brasil.

Quando nos referimos ao lixo, logo vem à tona, o seu destino e os dados revelam que 76% do lixo coletado no país ficam a céu aberto, ou seja, trata-se de 182.400 toneladas coletados diariamente e que não recebem o despejo e tratamentos adequados, já o restante que é enviado aos aterros controlados corresponde a 13% e aos aterros sanitários 10%, enquanto 0,9% chegam às usinas de compostagem e 0,1% aos incineradores, e uma insignificante parte é recuperada em centrais de reciclagem deste total. Isso representa uma perda por ano de R$ 4,6 bilhões de reais, dados de 1996, em relação ao não reaproveitamento do lixo que é produzido.

Todavia, em nosso município a situação não se difere muito desta nociva realidade do país, que possui em torno de 80 municípios brasileiros que realizam coleta seletiva, e em contrapartida 40% das cidades brasileiras não recebem nenhum serviço de coleta de lixo. Infelizmente, a administração de nossa cidade há décadas vem protelando o solucionamento definitivo do despejo irregular do lixo composto de materiais de toda natureza a céu aberto, sem haver licença ambiental para tal atividade, muito menos adequar-se a legislação ambiental pertinente e se enquadrar no modelo de aterro controlado. Afinal, para tanto deveria apresentar um planejamento detalhado da área, com licitação, empresa gestora responsável pelo tratamento destes resíduos, relatório de impacto ambiental, além dos investimentos necessários no local, como impermeabilização do solo, lagoas para drenagem do chorume, compactação do lixo, metodologia adequada para o tratamento do chorume, através de controle físico-químico, sistema de anaerobiose, e destino adequado do resíduo final (lôdo), além dos gases liberados na bioestalização do lixo orgânico, como biodigestores, evitando quaisquer agressões ambientais, sejam elas do solo, do ar, das águas subterrâneas e águas de superfície.

Contudo, a sociedade mariliense e todos aqueles que almejam deleitar de um ambiente salutar, aprazível e que não comprometa a sua saúde, deve e precisa se conscientizar da necessidade da coleta seletiva do lixo (resíduos sólidos), para que o mesmo seja reciclado, bem como a compostagem que nada mais é do que a decomposição da matéria orgânica para ser transformada em adubo, através do funcionamento de uma cooperativa devidamente estruturada para coletar e tratar o lixo do município, aumentando a vida útil do “aterro”, gerando emprego e renda, além de contribuir incontestavelmente com a preservação do meio ambiente.

 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

Médico Veterinário

Membro da Associação Ambientalista de Marília

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ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE CAETETUS

 

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE CAETETUS

 

 

 

 

                                               Muitas vezes deixamos de reconhecer a valia das belezas e riquezas naturais de nossa própria região, pelo simples fato de não as conhecermos, ou seja, sequer imaginamos o quão rica, e valorosa são nossas matas, rios, cachoeiras, e a quantidade de locais de inigualável beleza para serem racionalmente explorados e preservados.

                                               Dentre estes patrimônios naturais de nossa vasta região, destaca-se a Estação Ecológica de Caetetus, localizada entre os Municípios de Gália e Alvinlândia, cuja criação se deu através do Decreto 26.718 de 02/06/1987, distando aproximadamente 51 quilômetros de Marília, considerada a segunda maior reserva do Estado de São Paulo. Com cerca de aproximadamente 2.200 hectares de mata nativa, banhada pelos córregos, Comprido, Barreiro e da Lagoa, formadores do Rio São João, que por sua vez deságua no Paranapanema, predominando nesta Unidade de Proteção Integral o bioma Mata Atlântica. Um local muito agradável para se conhecer, dispondo de museu, local para ministração de palestras, trilhas no interior da mata, cachoeiras e lagos naturais e contato direto com a natureza e os animais no seu estado selvagem.

                                               Seria fundamental, que as pessoas conhecem e desfrutassem da biodiversidade existente nesta Estação, principalmente pelas espécies vegetais e animais que a mesma alberga, sendo encontrado centenas de espécies de passeriformes, dentre eles sabiás, azulões, canários da terra, maritacas, papagaios, tucanos, aves de rapina, como os gaviões, corujas, também de mamíferos como a anta, capivara, pacas, cutias, animais carnívoros como onça parda, cachorro e gato do mato, e dentre os primatas, o mico-leão-de-cara-preta, sagüis, entre tantos outros de inestimável valor para a sustentabilidade da reserva.

                                               Portanto, é mais do que necessário o comprometimento da sociedade, dos educadores, dos alunos, dos pesquisadores e de todos aqueles que apreciam conhecer os segredos e curiosidades existentes na floresta, pois nos engrandecem como seres humanos e nos proporcionam adquirir conceitos preciosos para respeitar e defender a natureza na sua essência.

 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

Médico Veterinário

Membro da Associação Ambientalista de Marília

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A CONTRIBUIÇÃO DOS EQUINOS NA HIPOTERAPIA

 

A CONTRIBUIÇÃO DOS EQUINOS NA HIPOTERAPIA

                                                                                               

                                               Certamente a inter-relação entre o ser humano e os eqüinos data de longa data, e podemos dizer que o homem deve em grande parte aos eqüinos e muares os progressos hoje conquistados. Afinal, desde o período do descobrimento, ao desbravar este imenso território estes animais foram ferramentas cruciais para vencer os sucessivos obstáculos que as intempéries naturais proporcionavam.

                                               Há milhares de anos que estes animais desempenham as mais variadas atividades, como meio de transporte, tração, na guerra, no adestramento, no esporte, e agora assume posição de destaque como instrumento na área da saúde. Proporcionando uma conduta terapêutica imprescindível a reabilitação de portadores de deficiência desde Hipócrates (450 a.c.).

                                               Contudo após a II grande Guerra Mundial, este segmento foi impulsionado principalmente na Europa e América do Norte, e o cavalo tornou-se um grande aliado na prática da hipoterapia, contribuindo sobremaneira para a educação, reeducação e reabilitação de pessoas portadoras de necessidades especiais, através do advento de atividades terapêuticas, lúdicas e esportivas.

                                               Principalmente por trabalhar-se ao ar livre, e devido ao contato direto com e sobre o cavalo, estimulam-se as funções cognitivas, sensoriais, motoras, sociais e emocionais, proporcionando equilíbrio, normalização do tônus e percepção do próprio corpo, despertando o interesse pelo mundo. Através de um contato amplo e direto com o animal o indivíduo é trabalhado na sua totalidade, estabelecendo um convívio com o animal e social (terapeutas, familiares, tratadores, demais pacientes, etc.).

                                               O andar a cavalo requer o uso de ambos hemisférios cerebrais (montar simetricamente), devido a interferência dos movimentos tridimensionais e multi-direcionais inconscientes sobre os dois lados do corpo agindo nas ações corporais, permitindo uma rica oportunidade de consciência e conhecimento corporal, bem como a valorização do mesmo e suas potencialidades. O cavalo por si só representa a força, o poder, a liberdade e a virilidade, que todos nós seres humanos sempre sonhamos em ter.

                                               Portanto, como é maravilhoso a conquista e a superação no que diz respeito a área médica, através da contribuição e dos benefícios oriundos do cavalo e das suas ilimitadas qualidades e atividades desempenhadas em prol do ser humano. 

 

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Dr. Ricardo Cavichioli Scaglion

Médico Veterinário

Membro da Associação Ambientalista de Marília

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CURIOSIDADES AMBIENTAIS

CURIOSIDADES AMBIENTAIS

 

 

 

A maior árvore do mundo é uma sequóia que fica no Parque Nacional das Sequóias na Califórnia, nos EUA. Ela tem 83,82 metros de altura.

 

A árvore mais velha do mundo possui 4.600 anos, foi descoberta por Edmund Schulman, nas montanhas brancas, na Califórnia, EUA.

 

A árvore mais velha do Brasil é um Jequitibá vermelho com 3.020 anos que se encontra no Parque Estadual de Vassununga, no Estado de São Paulo.

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